Concurso PSP 2026: a prova de conhecimentos que mais pesa de toda a família
Concurso PSP 2026: a prova de conhecimentos que mais pesa de toda a família
O Aviso n.º 13462/2026/2, de 2 de junho de 2026, abriu o concurso externo para o 26.º Curso de Formação de Agentes (CFA) da PSP. As candidaturas fecharam a 25 de junho, a prova de conhecimentos realizou-se a 12 de setembro de 2026, e desde então os candidatos aprovados têm estado a passar pelas provas físicas (outubro de 2026) e seguem agora para avaliação psicológica, entrevista de seleção profissional e exame médico. A PSP ainda não publicou o número de vagas deste concurso em concreto — o aviso fala apenas em "constituição de reserva de recrutamento", sem fixar um número fechado, por isso não o inventamos aqui.
Há, no entanto, um número que a PSP publica com toda a clareza e que a maior parte da preparação para este concurso subestima: a prova de conhecimentos pesa 60% da classificação final.
60% é o valor mais alto de toda a família de concursos de ingresso
Comparando os três concursos de forças e serviços de segurança que preparamos, o padrão é claro:
| Concurso | Peso da prova de conhecimentos |
|---|---|
| Guarda Prisional (CFIGP) | 40% |
| GNR (CFG) | 50% |
| PSP (CFA) | 60% |
Não é uma diferença cosmética. Nos concursos com peso mais baixo, um desempenho morno na prova escrita pode ainda ser compensado pelas provas físicas, pela entrevista ou pela avaliação psicológica. No CFA da PSP, a prova de conhecimentos sozinha decide mais da metade da nota final — um mau resultado aqui é muito mais difícil de recuperar depois, mesmo com uma excelente prestação física.
Sete áreas, sem matriz oficial — ao contrário da GNR
O programa da prova é fixo e público: Português, cultura geral, Constituição da República Portuguesa, Declaração Universal dos Direitos Humanos, Lei Orgânica da PSP (Lei n.º 53/2007), Estatuto Profissional do Pessoal com Funções Policiais da PSP (Decreto-Lei n.º 299/2009) e instituições da União Europeia.
A diferença em relação à GNR é importante: a GNR publica, no Anexo C de cada aviso, uma matriz exata de quantas perguntas saem de cada área. A PSP não — o aviso lista as sete áreas, mas não diz se saem 10 perguntas de cada ou se uma área pesa o dobro de outra. Na prática, isto significa que não há área que se possa estudar "por alto" à espera de que valha pouco: qualquer uma das sete pode, em teoria, concentrar uma parte desproporcionada da prova.
A cilada do formato, outra vez
Como já avisámos a propósito do concurso da Guarda Prisional, há um pormenor que a maior parte da preparação "só escolha múltipla" ignora: o aviso do CFA admite explicitamente que a prova de conhecimentos pode ter perguntas de escolha múltipla, de resposta condicionada, de preenchimento de lacunas e de pergunta direta — não só escolha múltipla. É a mesma advertência que fizemos para a Guarda Prisional, e aplica-se aqui com o mesmo peso (já agora, literalmente mais peso, dado o 60%).
O nosso banco — 205 perguntas, 150 escritas especificamente para a PSP mais 55 perguntas genéricas de Constituição/DUDH, União Europeia/cultura geral e Português partilhadas com os bancos da GNR e da Guarda Prisional — é inteiramente de escolha múltipla. É uma forma sólida de testar se domina o conteúdo das sete áreas, mas não substitui treinar a escrita de uma resposta direta ou o preenchimento de uma lacuna a partir do zero, sem as quatro opções à frente dos olhos.
Um concurso em crescimento — mas de um ciclo anterior a este
Vale a pena situar este concurso na tendência mais larga do recrutamento da PSP, com uma ressalva importante: os números mais recentes e divulgados publicamente (4.027 candidatos para 800 vagas, o valor mais alto em cinco anos, segundo dados avançados em janeiro de 2026) pertencem ao concurso anterior a este — aquele cujas candidaturas fecharam em 23 de dezembro de 2025, antes do 13462/2026/2 abrir em junho de 2026. Não assumimos que os mesmos números se repetem automaticamente no 26.º CFA; o que sabemos com segurança é que a tendência de fundo é de crescimento constante nos últimos anos (2.182 candidatos em 2021, 3.743 em 2022, 3.042 em 2023, 2.825 em 2024, 3.392 em 2025, 4.027 no concurso mais recente) — o CFA está, de forma consistente, a atrair mais gente a cada ciclo, não menos.
E depois da formação?
Durante o primeiro ano, em período experimental, um novo agente da PSP recebe um vencimento bruto mensal de cerca de 1.467,80 €: remuneração base de 961,40 €, mais os suplementos de serviço e risco (292,28 €), patrulha (59,13 €) e regime de turnos permanente (154,99 €) — além de subsídio de alimentação diário e apoio à habitação dos Serviços Sociais da PSP. Terminado o período experimental e obtido o estatuto de funcionário efetivo, o valor sobe para cerca de 1.535,19 € brutos mensais.
A PSP ainda não anunciou a abertura de um 27.º CFA. Enquanto isso não acontece, a melhor forma de aproveitar o tempo é estudar as sete áreas do programa a sério — todas elas, sem apostar que alguma vale menos — porque, neste concurso em particular, mais do que em qualquer outro desta família, é a prova de conhecimentos que decide.